Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Soneto II
Tornaria efetivo o irrealizável
Para ter a tua companhia
Para sentir o teu perfume agradável;
Tão perfeita a vida me seria!
Se ao menos pudesse, teu olhar,
Contemplar ao brotar do novo dia
Poderia finalmente respirar
E me livrar da lutuosa agonia!
Quem me dera, em teu beijo entorpecer
A dor que, incessante, me aflige!
Quem me dera, em teu leito, esquecer
Os ofícios que o mundo me exige!
Tu é o meu propósito de ser;
E as falhas desta vida, quem corrige!
John Henrique - 13/10/2011 01:12
Agulhas com brilho de sol
Cansado de esperar
O dia que não cessa;
A noite, ao chegar,
Que corre tão depressa.
Ao raiar do amanhecer
A neblina se esvaiu;
Hora de me entorpecer
E chorar à noite que partiu.
Estou nu, careca, descalçado!
Público, exposto, manifesto.
Todos riem o jovem malogrado
Que jaz passivo, sem protesto.
A bebida há de libertar
Deste meu tormento rotineiro
E apresentar-me um lugar
Longe do funesto carcereiro.
John Henrique - 25/09/2011 19:24
Amor fictício
Em prantos, dou adeus à existência,
Que de nada me serviu.
Que, tempestuosa, levou-me à demência,
E de minha mágoa sorriu.
Sempre que almejara a morte
Tu, anjo de meu sonho valoroso!
Cicatrizou-me o profundo corte
Que me causara o flagelo amargoso.
Se choro, é por partir dessa existência
Sem ter tocado os vermelhos lábios dela
Que semelhantes ao líquido da essência
Forçavam-me a viver, viver por ela!
Peço, anjo meu, que encontre o defunto
E que a ele dê o beijo que sonhei
Para que descanse, de ti estando junto,
E lembrar que nesta vida eu amei!
John Henrique – 30/05/11 02:00
Soneto I
Retraído e propenso à demência
Intrincado em sentimentos tão diversos
Que conduzem-me aos pés da decadência
Em papel límpido tracejo versos.
Cativa-me teu modo de falar
Como o tímido sol de manhã fria
Como o de um amante o olhar
Maravilha-me o teu em demasia!
Admiro a graça de teus gestos acanhados
Que expressam uma feminilidade ameigada
Em momento em que acasalados
Os olhos fitam-se em junção inexplicada
Inspirando trechos magoados
Em folha virgem amassada.
John Henrique – 15/06/2011 02:14
Assinar:
Comentários (Atom)