- Qual é seu número?
- O quê?
- O seu montante. A quantia de dinheiro que precisa para fugir de tudo e viver.
- Mais.
Hollow Man
Com a desestruturação da autoimagem, de nível conceitual a
epistemológico, faz-se desnecessária a preocupação com o julgamento alheio no
grupo social e, portanto, com as barreiras morais. Ora, de que mais serve a moralidade,
se não para nivelar o gênero de pessoa com quem irá copular? Quando se está
para além da moral, se é Deus.
Organizm
Mais grandioso do que aquele que busca conquistar o planeta, é o que
busca ser o planeta. Conquista está meramente no âmbito conceitual, presença no
âmbito ontológico. Conquista é jogo de criança, e criança se ignora como ignora
a um porco. É preciso ser mais que criança para conter um espírito ambicioso: é
preciso contrariá-las.
Quase-verdade e quase-verdade por autoridade
Verdade por autoridade exige crença. Crença é como nadar pra cima
amarrando cem quilos nos pés. Verdade por autoridade não é eficaz. Não há
verdade, há coisas mais úteis e menos úteis para fins estabelecidos. Verdade
por autoridade pode ser danosa ao progresso científico, a história prova isto.
Considerar progresso científico algo a levar-se em consideração não é uma
verdade, mas nada é – e tudo é – então foda-se. Verdade – ou quase-verdade – é mais
útil se empiricamente constatada pelo “indivíduo”. Que utilidade é algo a
levar-se em consideração também não é uma verdade, mas nada o é – e tudo é –
então foda-se. Mil e quinhentos anos acreditando que a Terra é o centro do Universo,
a partir de uma verdade por autoridade, e depois consenso, o que são mais
quinhentos anos acreditando no contrário, pelos mesmos motivos?
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