Proletariado: Escravo mascarado



É evidente que, em nossa sociedade contemporânea, ainda existe uma espécie de escravidão, mas não uma onde há escravos auto-declarados, é uma forma de escravidão mais profunda, camuflada.
Atualmente, o trabalhador encontra-se entorpecido, o proletariado é escravo enrustido: Trabalham em condições precárias em troca do necessário para sua subsistência. É perigoso que supervalorizemos o trabalho mesmo em péssimas condições, achando que ele nos torna dignos, pois esse foi um pensamento difundido para tornar o trabalhador passivo, para fazê-lo contentar-se com uma má remuneração pensando que a dignidade é a sua maior dádiva.
É hora das classes baixas deixarem seu comodismo deplorável de lado e reconhecerem o seu real valor. São as classes baixas que sustentam a pirâmide sócio-econômica. Se há uma elite no topo, é porque uma horda de proletariados os sustentam lá em cima, no cume do patamar sócio-econômico.

Propaganda


(cena do filme Idiocracy, de 2006. Pode-se notar que a propaganda toma o espaço na tela quase em sua totalidade e a programação é delimitada a um retângulo ao meio)

Ao longo do tempo, através dos poucos momentos em que perco na frente da TV, pude notar certa decadência na programação, em se tratando de qualidade de conteúdo e um aumento vigoroso no tempo direcionado à propaganda. É certo que o único objetivo de uma emissora de TV é prender a atenção do telespectador para, em seguida, bombardeá-lo com as propagandas sujas dos patrocinadores. Para isso há toda uma equipe a modelar uma programação esplêndida, composta de séries, filmes, novelas, homens robustos vendendo aparelhos de ginástica, etc. A propaganda constituiria a programação, em sua totalidade, se não houvesse a necessidade de prender a atenção do telespectador. Imagine você com a sua TV LCD 42 polegadas com 40 canais de propaganda 24 horas ao dia! Quem diabos teria paciência para TV se a coisa fosse dessa forma? Logo, uma programação de qualidade se faz necessária. O problema que enfrentamos hoje é que o tempo direcionado à propaganda está se acentuando, enquanto o tempo direcionado à programação está se tornando escasso. Vejo as emissoras entupindo seus programas com propaganda dos produtos dos patrocinadores, tornando-os extremamente chatos.

Quando penso que o propósito com que investem milhões criando uma propaganda, é induzir, manipular, influenciar a opinião pública de modo a impulsionar o consumo, tenho vontade de vomitar!

Se um dia a TV já foi inútil, hoje ela é mil vezes mais. Faça um favor a si próprio e mantenha-a desligada.

Amor é traiçoeiro

Estou voltando a considerar a hipótese de ter transtorno bipolar. É incrível a forma como meu humor tem variado, sempre num extremo: Quando não estou ótimo, estou péssimo.

Hoje meu dia foi vazio, como todos os outros. Passo a maior parte do tempo pensando no que devia estar fazendo. Eu sei o que devia estar fazendo, mas há uma barreira entre mim e o dever.

Meus pensamentos voltam a permear sobre a imagem dela, a conseqüente agonia de não tê-la, destrói o meu bom humor. Por que não posso tê-la aqui comigo? Indago continuamente. Outrora, o sentimento que fizera meu coração sangrar foi o amor. Amor é um sentimento dissimulado, aparenta ser o que não é. Tem face bela, persuade quem jazia nos braços da solidão e quando este se encontra bem entorpecido, vivenciando uma ilusão, o amor o apunhala pelas costas. É traiçoeiro.

Significância equivocada




Do diminuto grão de areia à complexidade do ser vivo, de grandeza não há diferença relevante perante as estrelas que os céus iluminam. Complexidade não é valor. Valor é um conceito imaginário e não há razão para ter a complexidade como principal critério avaliativo no valor de alguma coisa. Atribuir valor a algo é uma tarefa complicada, o ser humano é superestimado ao mesmo tempo em que seu comportamento se equipara ao de um vírus que, de forma desenfreada, migra de um local a outro arrancando todos os recursos, destruindo tudo o que possua vida, com a diferença que o vírus é incontáveis vezes menos destrutivo e não deteriora em escala global.

Pra onde?




Não sei, é como se nada nesta vida fosse para mim. Todos os caminhos são repletos de espinhos, nada consegue ser simples aos meus olhos. Queria conseguir fechar os olhos, ignorar, e quando algo ruim acontecer, relevar.
Nesta vida, de que vale o otimismo, se é ele a estrada da perdição, da ira e da frustração? Esperar que algo bom ocorra é se sujeitar à decepção caso o que esperava não vir a acontecer. Se acontecer, não será nada surpreendente, nada relevante, afinal, já era isso que esperava.
E embora menos prejudicial, tão pouco vale o pessimismo. Ser pessimista em relação a um futuro destrói qualquer esperança, qualquer vontade de seguir em frente. Contudo, é provável que boas situações, das mais insignificantes tragam consigo a felicidade, uma vez que são mais do que o esperado.
Otimismo é comumente visto como algo interligado à felicidade. Será mesmo?
Independente do caminho que escolhemos percorrer, estaremos sempre fortemente sujeitos aos males desta vida.

Top 5 contos eróticos bíblicos




Para não quebrar a rotina, visitei hoje a comunidade da UNA (União Nacional dos Ateus) e vasculhando alguns tópicos antigos encontrei um que me chamou atenção: Top 5 contos eróticos bíblicos
"I. Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas. As filhas de Ló embebedaram o pai e tiveram com ele a noite mais incestuosa da Bíblia. (Gêneses 19:31) II. O cântico dos cânticos, atribuído ao rei Salomão, é altamente erótico. Um dos trechos: "Teu corpo é como a palmeira, e teus seios (...), como cachos de uvas" (Cânticos 7:7) III. Os anjos do Senhor tiveram chamegos ilícitos com mulheres mortais: "Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas como mulheres, tantas quanto desejaram (...) (Gêneses 6:2) IV. A Bíblia diz que os antigos egípcios eram muito bem-dotados. Após a fuga para canaã a judia Ooliba tem saudades dos tempos em que se prostituía no Egito. Tudo porque "Seus amantes (...) ejaculavam como cavalos" (Ezequiel 23:20) V. O hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não conseguia fazer sexo - preferia o prazer solitário. Do nome dele vem o termo "onanismo", que significa masturbação (Gêneses 38:9)"

Todos sabemos que a bíblia é repleta de trechos que vão de cômicos a ridículos e absurdos. O engraçado é que na maioria dos debates que tenho com cristãos, quando cito tais trechos eles alegam que os mesmos não existem. Isso só mostra o desconhecimento deles a cerca do livro em que baseiam a sua tão deplorável fé.

Que é a alegria sem a dor?


Atribuímos valor imenso a momentos de bem estar por estarmos cientes de que poderiam ser piores, e não são. Na inexistência de situações ruins, de dor e sofrimento, alegria seria um estado padrão deplorável de monotonia. O valor atribuído à felicidade seria nulo. Felicidade existe apenas como objeto de desejo e, obrigatoriamente, é necessária sua ausência para que a mesma seja desejada. Eu não iria querer um par de olhos quando já possuo um.
Situações ruins geram estímulo, vontade de mudança, visando no horizonte a melhoria. Se no horizonte já estivéssemos não haveria para onde irmos. A plena felicidade é a plena mentira, sempre haverá um horizonte. Estaremos sempre nas margens do oceano alimentando-nos de sonhos. E aqui, aqui na margem com o inimigo à espreita, os fantasmas da dor que daqui parecem mais quererem expulsar-nos, nos fazem sonhar, nos fazem caminhar e darmos voltas. É depois de muito tentar que percebemos que o horizonte sempre será lá, onde quer que estejamos sempre será lá. Alguns gostam de fechar os olhos e fingir estarem lá. Alguns passam a vida toda enganando a si mesmos.
É nisso que se resume a vida: Uma busca infatigável pelo horizonte inalcançável. O que seria de nós, sem os fantasmas para nos fazer movimentar?