Considerações


Sei que não entende nada, mas, não se preocupe! A inteligência não é algo que a natureza faz fluir em todos. Na verdade, é algo que se manifesta em alguns poucos homens.
Di-lo-ei as ferramentas necessárias para a compreensão: Pensamento lógico, honestidade consigo próprio e senso de humor. Este terceiro elemento é um facilitador, contudo, não essencial. A realidade é tragicômica. Se a reação perante ela é negativa, as probabilidades de negar os fatos, em prol de uma ficção que o faça sentir melhor, são altas. Talvez ainda seja necessária uma pitada de sadismo, talvez! Os masoquistas de plantão que possuem um prazer descomunal em agarrar o sofrimento alheio para si, estes são os mais propícios a cair nas teias do idealismo, no desejo pelo inexistente, são estes os tiranos!

Desinteresse

 
Lembro-me do filme "Contato", em que a protagonista, com uma vontade descomunal de se dedicar às atividades de real importância, é o tempo todo tirada de seu foco pelos assuntos insignificantes e as brincadeiras dos macacos. É com a mesma ótica que vejo as atividades às quais sou impelido a participar. Sente-se mal por estar sendo obrigado, contudo, sente-se mal se deixar de fazê-lo, pois sofrerá repressão por parte dos macacos que o rodeiam. Não há saída clara, talvez! Dar um fim na própria vida te surge como uma luz no fim do túnel, talvez! O caminho é curto mas cheio de espinhos, coragem! Os espinhos ão de preparar para a luta contra si próprio, contra a própria natureza de auto preservação. Os masoquistas são bem aventurados, pois, a caminhada até o fim do túnel se torna prazerosa. Neste mundo, não há sujeito mais feliz que quem adora a própria dor, neste mundo de dores!
Oh, humanidade! Deixe-me contar o sentido da existência! Deixe-me revelar a verdadeira face da existência! Preciso respirar.

Agulhas com brilho de sol


Cansado de esperar
O dia que não cessa;
A noite, ao chegar,
Que corre tão depressa.

Ao raiar do amanhecer
A neblina se esvaiu;
Hora de me entorpecer
E chorar à noite que partiu.

Estou nu, careca, descalçado!
Público, exposto, manifesto.
Todos riem o jovem malogrado
Que jaz passivo, sem protesto.

A bebida há de libertar
Deste meu tormento rotineiro
E apresentar-me um lugar
Longe do funesto carcereiro.

John Henrique  - 25/09/2011 19:24

Eu vi!


Cabelos negros contrastando à pele branca, como noite em luz de luar; Todo solto ao ar, minha perdição! Olhos voltados ao chão, esperanças perdidas, sonhos em vão. Onde estará? Durante anos indaguei. Há alguns metros, talvez, constatei. Metros intransponíveis. E a vendo passar, sem podê-la tocar, levo os olhos ao chão, esperanças perdidas, sonhos em vão. Preciso aprender a voar. Desculpe por cagar, peidar e urinar. Desculpe pelo mau odor, pelos e suor. 
Sou humano, nada mais. Asas não criei, jamais voarei!


I'll never see her again. I hate the world and don't want to live anymore.

Macumba do Tio John para conquistar a pessoa amada


Você irá precisar de:
- Um tijolo de seis furos 12x15x20
- Um rolo de frita crepe 3m
- Galinha morta
- Uma cadeira
- Um amigo nerd

Os antigos dizem que funciona melhor durante a minguante, portanto, espere o dia adequado.
Para começar, precisará descobrir onde a sua paquera mora, mas, não seja burro! Não deixe que ela te veja, se não pensará que é um tarado pervertido e isto estragaria tudo.
Espere em silêncio ela sair, de preferência de noite, e quando ela passar dê com o tijolo na cabeça, mas com força! Alerto para os que tentarem com tijolo de quatro furos: Foi diversas vezes testado e não apresenta tanta eficácia quanto o de seis furos, em 2/3 dos casos a pessoa permanece consciente.
Logo que a pessoa amada cair no chão, você passa a fita crepe nos olhos e na boca, para que não veja e não diga nada. Não seja econômico, fita crepe é barata, e não pode correr o risco de estragar tudo deixando que ela descubra quem você é.
Com o corpo inconsciente, olhos e boca bem tapados, está na hora de leva-la para o local do trabalho. Estando lá, amarre-a na cadeira – pode ser com a fita, caso não dispor de cordas -. Não se esqueça de pendurar a galinha morta logo acima da cabeça dela, os antigos dizem que aumenta a probabilidade de êxito. Agora, chame seu amigo nerd e peça para ele repetir aquelas frases de vilões de filmes de ficção científica ou, se ele preferir, pode cantar a canção do Amendo Bobo, isso fará com que a paquera estremeça, contudo, não conseguirá gritar em virtude da fita crepe.
Esta é a hora em que você entra em cena, combine antes com o seu colega para que nessa hora comecem a dar murros nas paredes, para dar a impressão de que está ocorrendo uma briga. Em seguida, com o seu honrado amigo estirado no chão, fingindo ter sido nocauteado, retire a fita do rosto da pessoa amada e diga que estava indo comprar pão de queijo no mercado, quando viu a porta da casa aberta e uma linda garota em perigo. Precisará treinar dias antes no espelho, para que pareça real. Mas, não se preocupe, valerá a pena! Ela ficará caidinha pelo príncipe encantado que a livrou das garras do nerd pervertido.

Blog imoral


Meu blog ainda fará sucesso, eu juro! Só espere mais uns cinquenta anos.

Ninguém entende o que escrevo aqui. Pois bem, desejo a todos uma bela dor de barriga. No futuro vocês com certeza usarão meu blog para me difamar.
“Oh! Como é louco! Que coisas absurdas ele escreve!”
É necessária uma condição para que alguém ache este blog imoral: É preciso ser um porco moralista, impregnado de idealismo e crendices ilógicas. Se o leitor se encaixa neste perfil, sinta-se seguro para criticar.
Lembre-se: Tudo o que escrevo dispensa uma visão moralizada. Faço uma atividade descritiva, não avaliativa. É natural que em um mundo atolado em ignorância, o leitor pense que as regras morais são verdades absolutas. Neste oceano de merda, nunca estará a nadar sozinho. Desculpe! Prefiro nadar em águas limpas.

Filosofar pra quê?


Estamos filosofando há dois mil e quinhentos anos e os seres humanos ainda estão matando uns aos outros, ainda há pobreza, mortes arbitrárias, religião, ignorância. O animal humano está sempre em conflito, sua história é marcada por um rastro de sangue. Já experimentamos todas as formas de remediar, mas nada sobrepõe o seu estado natural, estado este caracterizado essencialmente pelo conflito com os indivíduos da própria espécie.