Soneto II

   
Tornaria efetivo o irrealizável
Para ter a tua companhia
Para sentir o teu perfume agradável;
Tão perfeita a vida me seria!

Se ao menos pudesse, teu olhar,
Contemplar ao brotar do novo dia
Poderia finalmente respirar
E me livrar da lutuosa agonia!

Quem me dera, em teu beijo entorpecer
A dor que, incessante, me aflige!
Quem me dera, em teu leito, esquecer

Os ofícios que o mundo me exige!
Tu é o meu propósito de ser;
E as falhas desta vida, quem corrige!

John Henrique - 13/10/2011 01:12

Sobre o comportamento


     Para classificar um tipo de comportamento como desvio comportamental, é preciso ter em mente um comportamento ideal. Se o ideal é o da maioria, então, tudo que difere é desvio. Tendo em vista o que o mundo é hoje, o comportamento patológico parece ser o pertencente à maioria. O comportamento ideal requer um para quê. O comportamento da maioria na atualidade parece ser ineficaz para desempenhar a meta estabelecida para a civilização humana: o progresso intelectual e, por consequência, o tecnocientífico. O comportamento da maioria é patológico.

Vamos esquecer este momento da história universal


Tua estrutura biológica o faz atribuir alguma relevância às coisas do mundo; é preciso acreditar que é o centro do universo para respirar. Quão infeliz é estando no curso forçado do impulso de autopreservação, que contraria tua personalidade faustiana, endeusadora da verdade! No peido cosmológico que gerou a vida, não há lugar especial. Não quero mais brincar com os macacos.

Princípios da moral universal


Bom é tudo que concentra e amplia a capacidade de concentração de força de um determinado mecanismo.
Ruim é tudo que retarda e diminui a capacidade de concentração de força de um determinado mecanismo.
Os elementos benéficos devem ser conservados e estimulados. Os elementos maléficos devem ser prontamente eliminados.
Eis que o universo é vida e todo excremento fora reduzido à moléculas e reconstituído em força ativa, não serão mais necessários Big Bang. Eis o sentido da vida! O Kháos evidencia o fracasso das explosões anteriores em resultarem mecanismos produtivos.

Tornar-se-á... vida?

 
No tabuleiro cosmológico os corpos celestes são como peões gigantescos e atrapalhados; a força só os permite correr em uma direção. Quem os tornará rainha?
O ser humano parece SER cego em relação às potencialidades cosmológicas da vida. É peão em ato e rainha em potência – mas contenta-se com e mediocridade da unidirecionalidade. O Kháos será Kósmos quando este macaco atrapalhado encontrar a si próprio.

Idealismos III

 
As probabilidades do horizonte idealista ser alcançado são altas, contudo, as probabilidades do horizonte idealista ser alcançado no curto espaço de tempo em que o idealizador permanece vivo, são baixíssimas. Portanto, é burrice tomar a ideia de que as probabilidades dos idealismos se tornarem reais são altas, como um elemento de auto motivação.
Importância é criação humana, o universo é incapaz de importar-se com os nossos desejos e nosso medo de perecer. Justiça é criação humana, o universo é incapaz de ser justo ou injusto.