Amor é traiçoeiro

Estou voltando a considerar a hipótese de ter transtorno bipolar. É incrível a forma como meu humor tem variado, sempre num extremo: Quando não estou ótimo, estou péssimo.

Hoje meu dia foi vazio, como todos os outros. Passo a maior parte do tempo pensando no que devia estar fazendo. Eu sei o que devia estar fazendo, mas há uma barreira entre mim e o dever.

Meus pensamentos voltam a permear sobre a imagem dela, a conseqüente agonia de não tê-la, destrói o meu bom humor. Por que não posso tê-la aqui comigo? Indago continuamente. Outrora, o sentimento que fizera meu coração sangrar foi o amor. Amor é um sentimento dissimulado, aparenta ser o que não é. Tem face bela, persuade quem jazia nos braços da solidão e quando este se encontra bem entorpecido, vivenciando uma ilusão, o amor o apunhala pelas costas. É traiçoeiro.

Significância equivocada




Do diminuto grão de areia à complexidade do ser vivo, de grandeza não há diferença relevante perante as estrelas que os céus iluminam. Complexidade não é valor. Valor é um conceito imaginário e não há razão para ter a complexidade como principal critério avaliativo no valor de alguma coisa. Atribuir valor a algo é uma tarefa complicada, o ser humano é superestimado ao mesmo tempo em que seu comportamento se equipara ao de um vírus que, de forma desenfreada, migra de um local a outro arrancando todos os recursos, destruindo tudo o que possua vida, com a diferença que o vírus é incontáveis vezes menos destrutivo e não deteriora em escala global.

Pra onde?




Não sei, é como se nada nesta vida fosse para mim. Todos os caminhos são repletos de espinhos, nada consegue ser simples aos meus olhos. Queria conseguir fechar os olhos, ignorar, e quando algo ruim acontecer, relevar.
Nesta vida, de que vale o otimismo, se é ele a estrada da perdição, da ira e da frustração? Esperar que algo bom ocorra é se sujeitar à decepção caso o que esperava não vir a acontecer. Se acontecer, não será nada surpreendente, nada relevante, afinal, já era isso que esperava.
E embora menos prejudicial, tão pouco vale o pessimismo. Ser pessimista em relação a um futuro destrói qualquer esperança, qualquer vontade de seguir em frente. Contudo, é provável que boas situações, das mais insignificantes tragam consigo a felicidade, uma vez que são mais do que o esperado.
Otimismo é comumente visto como algo interligado à felicidade. Será mesmo?
Independente do caminho que escolhemos percorrer, estaremos sempre fortemente sujeitos aos males desta vida.

Top 5 contos eróticos bíblicos




Para não quebrar a rotina, visitei hoje a comunidade da UNA (União Nacional dos Ateus) e vasculhando alguns tópicos antigos encontrei um que me chamou atenção: Top 5 contos eróticos bíblicos
"I. Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas. As filhas de Ló embebedaram o pai e tiveram com ele a noite mais incestuosa da Bíblia. (Gêneses 19:31) II. O cântico dos cânticos, atribuído ao rei Salomão, é altamente erótico. Um dos trechos: "Teu corpo é como a palmeira, e teus seios (...), como cachos de uvas" (Cânticos 7:7) III. Os anjos do Senhor tiveram chamegos ilícitos com mulheres mortais: "Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas como mulheres, tantas quanto desejaram (...) (Gêneses 6:2) IV. A Bíblia diz que os antigos egípcios eram muito bem-dotados. Após a fuga para canaã a judia Ooliba tem saudades dos tempos em que se prostituía no Egito. Tudo porque "Seus amantes (...) ejaculavam como cavalos" (Ezequiel 23:20) V. O hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não conseguia fazer sexo - preferia o prazer solitário. Do nome dele vem o termo "onanismo", que significa masturbação (Gêneses 38:9)"

Todos sabemos que a bíblia é repleta de trechos que vão de cômicos a ridículos e absurdos. O engraçado é que na maioria dos debates que tenho com cristãos, quando cito tais trechos eles alegam que os mesmos não existem. Isso só mostra o desconhecimento deles a cerca do livro em que baseiam a sua tão deplorável fé.

Que é a alegria sem a dor?


Atribuímos valor imenso a momentos de bem estar por estarmos cientes de que poderiam ser piores, e não são. Na inexistência de situações ruins, de dor e sofrimento, alegria seria um estado padrão deplorável de monotonia. O valor atribuído à felicidade seria nulo. Felicidade existe apenas como objeto de desejo e, obrigatoriamente, é necessária sua ausência para que a mesma seja desejada. Eu não iria querer um par de olhos quando já possuo um.
Situações ruins geram estímulo, vontade de mudança, visando no horizonte a melhoria. Se no horizonte já estivéssemos não haveria para onde irmos. A plena felicidade é a plena mentira, sempre haverá um horizonte. Estaremos sempre nas margens do oceano alimentando-nos de sonhos. E aqui, aqui na margem com o inimigo à espreita, os fantasmas da dor que daqui parecem mais quererem expulsar-nos, nos fazem sonhar, nos fazem caminhar e darmos voltas. É depois de muito tentar que percebemos que o horizonte sempre será lá, onde quer que estejamos sempre será lá. Alguns gostam de fechar os olhos e fingir estarem lá. Alguns passam a vida toda enganando a si mesmos.
É nisso que se resume a vida: Uma busca infatigável pelo horizonte inalcançável. O que seria de nós, sem os fantasmas para nos fazer movimentar?

Religião é desnecessária


Partindo do pressuposto que deuses surgiram como uma forma de responder questões aparentemente inexplicáveis, desde que surgira a filosofia e posteriormente a ciência a religião se faz totalmente descartável e ineficaz. A religião vem de forma descarada impôr hipóteses como verdades absolutas, a religião é um “chute”, um salto no escuro. Se hoje temos a ciência que, diferente da religião, tem como base a própria realidade para dar explicações às questões do universo, não há motivos para que a religião seja mantida. Sendo a religião uma resposta simples para questões complicadas, ela tende a inibir a curiosidade, a vontade de busca por respostas nas pessoas. Nas palavras de Richard Dawkins em sua ilustre obra “Deus, um delírio”: "Eu sou contra a religião porque ela nos ensina a nos satisfazermos ao não entender o mundo."

O abismo é onde cessa a estrada


Entendendo a vida como um fator temporário e delimitado universalmente pela mesma coisa, que é a morte, há uma separação do ser para com o sentido de viver. A ausência de sentido provém da ciência de que passado e futuro inexistem. É inútil desfrutar o agora já que ele só será por um instante e logo, não mais importará. Lembranças são os fragmentos, as sombras do que fora. Coisa que o próprio tempo se encarrega de extinguir.
Minha noção a cerca do que possa ser o tempo é limitada, mas partindo desse mínimo conhecimento que possuo pude concluir sua inexistência, contudo, não aderi tal conclusão como parte de minhas “crenças” definitivas.
Desconsiderando totalmente a hipótese da existência de almas, reencarnação ou besteiras afins, passamos a entender a morte como um fim, e a partir daqui lhe restam dois caminhos: O da supervalorização da vida e o da completa desvalorização da mesma... Venho pensando muito nessa questão ultimamente e ainda há muitas lacunas que preciso preencher, porém, deixarei aqui minhas ideias já moldadas a cerca do assunto.
Algumas pessoas, após compreenderem a finitude do seu tempo em vida passam a enxergá-la como uma oportunidade única de presenciar as coisas e, consequentemente, aproveitar cada momento ao máximo. Mas há um porém: Isso terá valor nulo quando o seu tempo em vida esgotar. Sendo você, a seu ver, a pessoa mais feliz e bem sucedida que existe, não interessa! Terá o mesmo fim que um morador de rua, um gari ou uma prostituta. Boa posição social e um carro de alto custo não lhe impedirão de cessar a tua existência, faça o que fizer, seja o que for. Estando ciente disto, creio que a única maneira de viver e poder dizer a si mesmo que possui uma vida próspera e de felicidade, é fechar os olhos e seguir a estrada ignorando o que está no fim.